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Artigos Semanais
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Ano Bissexto
O ano bissexto existe para corrigir a diferença entre o calendário convencional Gregoriano de 365 dias e o tempo que a Terra demora a dar a volta ao Sol: 365 dias e 6 horas. De quatro em quatro anos, as seis horas extra de cada ano compõem um dia que é adicionado ao final de Fevereiro. Por isso, nos anos bissextos Fevereiro tem 29 dias em vez dos habituais 28. Já no tempo da civilização Maia, que viveu há 3000 anos e tinha conhecimentos profundos de astronomia, havia um calendário composto por 13 luas de 28 dias e um dia extra chamado “dia fora do tempo”.
A nível astrológico, as datas utilizadas para calcular o início e o final de cada signo são baseadas no dia e hora em que o sol entra em cada um deles. Uma vez que esta hora e dia podem oscilar ligeiramente, no espaço de um a três dias, é compreensível a necessidade de um ano bissexto que permita ajustar os cálculos aos trânsitos planetários.
Os cálculos astrológicos têm em conta também o ano bissexto, e por isso se uma pessoa nasceu nesse ano, ou no dia 29 de Fevereiro, pode calcular o seu signo e ascendente como uma pessoa que nasceu em qualquer outro dia do ano ou mesmo noutro ano. Quem nasceu no dia 29 de Fevereiro é sempre Peixes, mas nos anos que não são bissextos tem que celebrar o seu aniversário a 28 de Fevereiro ou 1 de Março!
É natural que haja superstições e factos curiosos associados ao dia 29 de Fevereiro e ao ano. Há quem acredite que é um ano de sorte e que tudo que iniciarmos no dia 29 de Fevereiro terá bons resultados. Por outro lado, os Gregos acreditam que casar num ano bissexto dá azar. A tradição mais forte ligada a este acontecimento vem da Irlanda, onde no séc. V Sta. Brígida se queixou a S. Patrício de que as mulheres tinham que esperar demasiado tempo para os homens as pedirem em casamento. Para remediar a situação, S. Patrício resolveu que no dia 29 de Fevereiro os costumes seriam invertidos, sendo as mulheres a pedir os homens em casamento.
Em 1258 a Escócia foi ainda mais longe, estabelecendo que qualquer homem que recusasse o pedido de casamento de uma mulher teria que pagar uma multa que poderia variar entre um beijo, um vestido ou umas luvas.
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